quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Código no pneu indica prazo de validade; entenda.

Como todo produto manufaturado, o pneu também tem vida útil. Não é somente o desgaste da borracha que deve observado, como pensa maior parte dos motoristas. Principalmente em veículos que rodam pouco, é preciso prestar a atenção na data de fabricação da peça.
O prazo de validade máximo de um pneu é cinco anos após sua fabricação. Após esse período, ele começa a se deteriorar devido ao tempo e aos agentes climáticos como pressão, temperatura e umidade. José Carlos Quadrelli, gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone do Brasil, explica que os pneus podem aparentar estar em bom estado e com pouco desgaste, mas sua estrutura pode estar comprometida. “É o caso do estepes que nunca foram usados. Embora nunca tenham rodado na estrada, foram submetidos à ação do tempo e da temperatura, que podem alterar suas características originais”, observa.
Na área de identificação do pneu, encontra-se um número de série composto de 11 dígitos em seguida à palavra “DOT”  (que identifica o “Department of Transportation” dos EUA e que instituiu este tipo de marcação). Os quatro últimos dígitos deste número identificam a data de fabricação do pneu (dois dígitos para a semana e dois para o ano). Por exemplo: 1311 significa que foi produzido na 13ª semana de 2011. Se constar 3806 indica que foi feito na 38ª semana de 2006. A partir daí é só somar mais cinco anos que você saberá o prazo de validade.
Desgaste
Cinco anos é, claro, o prazo máximo de duração. A legislação brasileira determina que os pneus devem ser trocados quando o sulco (o friso) tiver no máximo 1,6 milímetros de profundidade. Além disso, o motorista deve fazer a revisão a cada 10 mil quilômetros para verificar se não há torturas ou rachaduras na borracha. Fazer o rodízio entre os dianteiros e traseiros e manter a calibragem recomendada pelo fabricante ajudam na conservação dos pneus.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ebola Se contraído

O Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, causando pânico nas populações infectadas.
A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) tratou centenas de pessoas com a doença e ajudou a conter inúmeras epidemias ameaçadoras.

“Eu estava coletando amostras de sangue de pacientes. Nós não tínhamos equipamentos de proteção suficientes e eu desenvolvi os mesmo sintomas”, diz Kiiza Isaac, um enfermeiro ugandense. “No dia 19 de novembro de 2007, recebi a confirmação do laboratório. Eu havia contraído Ebola”.

Fatos
A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.
Morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do vírus Ebola. A taxa de fatalidade do vírus varia entre 25 e 90%, dependendo da cepa.

“MSF foi para Bundibugyo e administrou um centro de tratamento. Muitos pacientes receberam cuidados. Graças a Deus, eu sobrevivi. Depois da minha recuperação, me juntei a MSF”, conta Kiiza.
Estima-se que, até janeiro de 2013, mais de 1.800 casos de Ebola tenham sido diagnosticados e quase 1.300 mortes registradas.

Primeiramente, o vírus Ebola foi associado a um surto de 318 casos de uma doença hemorrágica no Zaire (hoje República Democrática do Congo), em 1976. Dos 318 casos, 280 pessoas morreram rapidamente. No mesmo ano, 284 pessoas no Sudão também foram infectadas com o vírus e 156 morreram.

Há cinco espécies do vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de seus locais de origem. Quatro dessas cinco cepas causaram a doença em humanos. Mesmo que o vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte foi relatada.

MSF tratou centenas de pessoas afetadas pelo Ebola em Uganda, no Congo, na República Democrática do Congo, no Sudão, no Gabão e na Guiné. Em 2007, MSF conteve completamente uma epidemia de Ebola em Uganda.

O que causa o Ebola?
O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais. O vírus é transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.

Agentes de saúde frequentemente são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados.

Em algumas áreas da África, a infecção foi documentada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.

Enterros onde as pessoas têm contato direto com o falecido também podem transmitir o vírus, enquanto a transmissão por meio de sêmen infectado pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica.
Ainda não há tratamento ou vacina para o Ebola.

Sintomas
No início, os sintomas não são específicos, o que dificulta o diagnóstico.
A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Isso é seguido por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.

Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus. Alguns pacientes podem ainda apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.

Diagnóstico
Diagnosticar o Ebola é difícil porque os primeiros sintomas, como olhos avermelhados e erupções cutâneas, são comuns.

Infecções por Ebola só podem ser diagnosticadas definitivamente em laboratório, após a realização de cinco diferentes testes.

Esses testes são de grande risco biológico e devem ser conduzidos sob condições de máxima contenção. O número de transmissões de humano para humano ocorreu devido à falta de vestimentas de proteção.

“Agentes de saúde estão, particularmente, suscetíveis a contraírem o vírus, então, durante o tratamento dos pacientes, uma das nossas principais prioridades é treinar a equipe de saúde para reduzir o risco de contaminação pela doença enquanto estão cuidando de pessoas infectadas”, afirma Henry Gray, coordenador de emergência de MSF durante um surto de Ebola em Uganda em 2012.

“Nós temos que adotar procedimentos de segurança extremamente rigorosos para garantir que nenhum agente de saúde seja exposto ao vírus, seja por meio de material contaminado por pacientes ou lixo médico infectado com Ebola”.

Tratamento
Ainda não há tratamento ou vacina específicos para o Ebola.

O tratamento padrão para a doença limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções. Apesar das dificuldades para diagnosticar o Ebola nos estágios iniciais da doença, aqueles que apresentam os sintomas devem ser isolados e os profissionais de saúde pública notificados. A terapia de apoio pode continuar, desde que sejam utilizadas as vestimentas de proteção apropriadas até que amostras do paciente sejam testadas para confirmar a infecção.
MSF conteve um surto de Ebola em Uganda em 2012, instalando uma área de controle entorno do centro de tratamento.

O fim de um surto de Ebola apenas é declarado oficialmente após o término de 42 dias sem nenhum novo caso confirmado.

Febre Chikungunya

dengue4-marcelogrbhA febre chikungunya é uma doença viral parecida com a dengue, transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. Nos últimos anos, inúmeros casos da doença foram registrados em países da Ásia e da Europa. Recentemente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e na Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá.
O certo é que o chikungunya está migrando e chegou às Américas. No Brasil, a preocupação é que o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, têm todas as condições de espalhar esse novo vírus pelo País. Seu ciclo de transmissão é mais rápido do que o da dengue. Em no máximo sete dias a contar do momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir o CHIKV para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos.
Sintomas
Embora os vírus da febre chikungunya e os da dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes.
Na fase aguda da chikungunya, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.
Ao contrário do que acontece com a dengue (que provoca dor no corpo todo), não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora a artrite possa continuar ativa por muito tempo.
Diagnóstico
O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. As amostras de sangue para análise devem ser enviadas para os laboratórios de referência nacional.
Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde.
Tratamento
Na fase aguda, o tratamento contra a febre chikungunya é sintomático. Analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado é medida essencial para a recuperação.
Quando a febre desaparece, mas a dor nas articulações persiste, podem ser introduzidos medicamentos anti-inflamatórios e  fisioterapia.
Prevenção
Não existe vacina contra febre chikungunya. Na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença
Observação importante:
No Brasil, até o momento, só foram registrados três casos importados da febre chikungunya. Os pacientes foram infectados no exterior, num dos 40 países por onde o vírus circula faz tempo. Os episódios foram controlados, sem que houvesse nenhum sinal de transmissão do CHIKV em território nacional.
No entanto, o risco de transmissão local existe. A proximidade da Copa do Mundo e de outros eventos no País favorece a vinda de turistas provenientes de áreas infectadas pelo CHIKV. Mesmo assim, não há motivo para alarme.  Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde,  nossos serviços de saúde e de vigilância sanitária estão atentos. Os casos confirmados no Brasil foram notificados para a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na mesma linha de conduta, médicos, laboratórios e as secretarias municipais e estaduais de saúde estão recebendo orientação sob a melhor forma de agir diante da nova doença.

O PODER DAS PALAVRAS

                               
Um dos maiores, e mais impressionantes, poder que a maioria de nós temos é a palavra.  É a fala.

A palavra pode levantar ou derrubar, agradar ou desagradar, emocionar ou irritar, trazer para perto ou afastar. Pode ser mel ou fel, tanto para quem ouve como para quem fala.
 
Num momento ela exprime toda uma paixão, todo um amor, ternura, admiração, respeito, e num outro toda a raiva, rancor, ressentimento, inveja.
 
A palavra pode estar respaldada na verdade ou esconder a mesma verdade. Mas isso não é difícil de perceber por aquele que tem uma consciência maior de si mesmo e, portanto, do outro. Simplesmente porque a palavra não vem sozinha nunca.  
 
A palavra não é independente. Ela está sempre atrelada ao tom da voz, a emoção colocada, a respiração, ao ritmo em que é dita, ao olhar, aos gestos... E quando ela é falada em sintonia com tudo isso, vem carregada de um poder muito grande, tanto para o bem quanto para o mal. É uma forma de energia fortíssima!
 
No entanto, algumas pessoas ainda se escondem atrás das palavras e, muitas vezes, enganam a si mesmas e aos outros. São pessoas que se conhecem mal, se tornando presas fáceis delas próprias e do outro.
 
O autoconhecimento tem a ver com olhar para dentro, com o silêncio, com a coragem de lidar com as emoções. É uma conquista!
E por que se faz tanto uso da palavra para apontar as falhas e tão pouco para enaltecer as qualidades?
 
Quantas vezes você acha que a pessoa está bonita, mas fica só no seu pensamento? Quantas vezes alguém se mostra inteligente ou tem uma atitude digna de um elogio, você sabe disso e, mais uma vez, fica apenas no seu pensamento?      
 
Eu tenho por hábito elogiar sempre quem acredito que deva ser elogiado, ou seja, não gasto minhas palavras em algo apenas para agradar. Se encontro alguém, homem ou mulher e, a meu ver, está bonito ou teve uma atitude bacana, procuro sempre elogiar. Não guardo para mim, divido.
 
Tem coisa melhor do que receber um elogio verdadeiro? É um afago no coração, tanto de quem recebe quanto de quem elogia, porque o retorno é imediato através do sorriso, do olhar, da alegria.
 
Agora, vamos combinar, se achou bonito ou bonita, diz: Você está bonita, está lindo!!! Nada de dizer: Como você está bem... Não economize palavras nessas horas. Elogie sem medo de fazer o outro e a si mesmo feliz!!!
 
Mas, se você não tem nada de bom para falar, então fique quieto, silencie. O silêncio muitas vezes é o som mais agradável que se pode ouvir.

E usar o poder da palavra para falar mal de outra pessoa quando a mesma não está presente, esquece. Não faça isso. É feio, é grosseiro, é o retrato de quem não tem vida própria e é covardia.
 
Enfim, use a palavra da melhor forma possível para fazer a sua vida e a de quem passa pelo seu caminho, mais alegre, divertida e feliz.

(*) Sandra Rosenfeld (contato@sandrarosenfeld.com.br) é escritora, coach pessoal, palestrante e instrutora de meditação. Autora do livro “O que é Meditação”, Ed. Nova Era.

Leia mais: http://www.academiamaconicasp.com.br/news/o-poder-das-palavras/

terça-feira, 8 de abril de 2014

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pesquisa traça história do vírus da denguetipo2

Resultados indicam grande variabilidade genética e circulação de diferentes linhagens, o que eleva o risco de epidemias e dificulta a criação de vacinas


Antonio Scorza/AFP
Soldado brasileiro exibe uma amostra de água contendo larvas do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue
Soldado brasileiro exibe uma amostra de água contendo larvas do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue
São Paulo - Uma pesquisa publicada na revista PLoS One mapeou, no Brasil, a história evolutiva do sorotipo 2 do vírus da dengue (DENV-2) – uma das quatro espécies transmitidas ao homem pelo mosquito Aedes aegypti .

Os resultados revelam a circulação simultânea de diferentes linhagens de DENV-2 no país, o que pode estar associado a um maior número de surtos epidêmicos e de manifestações graves da doença quando comparado aos outros três sorotipos da dengue. A existência de uma maior variabilidade genética entre o DENV-2 também tem sido apontada como causa do insucesso em testes com vacinas.
Para mapear a diversidade filogenética e filogeográfica do vírus, ou seja, o caminho evolutivo trilhado em diferentes regiões do país, pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, realizaram o sequenciamento completo de 12 amostras de DENV-2 de pacientes atendidos em São José do Rio Preto durante a epidemia de 2008. Os dados foram comparados com amostras de bancos de dados genéticos de dengue do Brasil e do mundo.
O trabalho foi coordenado por Mauricio Lacerda Nogueira, do Laboratório de Pesquisas em Virologia da Famerp, e contou com financiamento da Fapesp e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e apoio da Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Dengue.
“Dentro de cada uma das quatro espécies de vírus causadoras da dengue existem diferentes genótipos. Dentro de cada genótipo ainda há variações genéticas que chamamos de clados ou linhagens. Nossos dados mostram que três diferentes linhagens de DENV-2 entraram no Brasil nos últimos 30 anos e todas elas pertencem ao genótipo Americano/Asiático”, disse Nogueira.

sexta-feira, 19 de abril de 2013


Eugênio Vilaça fala sobre novo livro O Cuidado das Condições Crônicas na APS

junho 6, 2012 
Para o autor, a Atenção Primária tem uma longa história no sistema público de saúde brasileiro que se inicia na primeira metade do século passado até chegar ao Programa da Saúde da Família (PSF). A análise do PSF mostrou que essa política de atenção primária foi um sucesso dentro dos limites em que ela se desenvolveu.  Contudo, a permanência de problemas estruturais não solucionados fez com que esse ciclo evolutivo do PSF se esgotasse. Para Vilaça, é necessário inaugurar um novo ciclo que vai se caracterizar pela consolidação da Estratégia da Saúde de Família (ESF). No livro, ele aponta os problemas estruturais que impedem a APS de ser resolutiva e ordenadora das Redes de Atenção à Saúde (RAS’s) e sugere soluções para cada um desses problemas.
Eugênio Vilaça descreve ainda, nessa obra, as principais mudanças na APS para o manejo das condições crônicas e traz experiências nacionais e internacionais de instituições de saúde que ousaram mudar o modelo de atenção. Saiba mais nesta entrevista exclusiva que Eugênio Vilaça concedeu à equipe do Portal.
1 – O que motivou a escrever o livro O Cuidado das Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde?
Eugênio Vilaça – São dois motivos básicos: primeiro é a dimensão da expansão das doenças crônicas e, outro, a crise fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS). A crise do SUS possui, de um lado, um componente de subfinanciamento muito forte, mas há outro, que mesmo tendo mais dinheiro não adiantaria que é a crise do modelo de atenção à saúde. Essa crise surge nos últimos 60 anos em função da mudança muito rápida tanto na transição demográfica como na situação epidemiológica. Na metade do século passado, quase metade das mortes eram decorrentes das condições agudas e hoje o percentual está abaixo de 5%.  A situação de saúde, nesse período, caracterizou-se por um envelhecimento muito rápido da população e um aumento muito grande das condições crônicas em geral e das doenças crônicas em particular. E o SUS não se adaptou a isso. Ainda temos uma situação de saúde com tripla carga de doenças, com doenças infecciosas e parasitárias convivendo com causas externas e com a grande hegemonia de doenças crônicas. Paralelo a isso, o sistema que praticamos ainda é um sistema gerado na metade do século passado voltado para as condições agudas. Isso não deu certo nos países ricos e não está dando certo aqui. Então, essa dimensão mais ampla, mais macro, repercute muito forte no ambiente micro, na forma como a clínica é feita, especialmente, a clínica médica. Esse sistema fragmentado, reativo, episódico e voltado para condições agudas e para as agudizações das condições crônicas não dá conta da hegemonia das condições crônicas. No plano micro, tal como revela a experiência internacional visitada no livro, a clínica dos eventos agudos não pode ser transplantada automaticamente para a clínica das condições crônicas. A resposta para essa crise no plano macro foi apontada com o livro sobre Redes de Atenção à Saúde (RAS’s) que mostra a necessidade de superar o sistema fragmentado, reativo, episódico por um sistema integrado, proativo e contínuo e que dê conta das condições agudas e das crônicas. As RAS’s já estão na agenda do SUS, na legislação e agora começa a ser implantada no Brasil. A experiência recente de implantação das RAS’s mostra que a maior dificuldade não está na média e alta complexidade, como o senso comum indica, mas na organização da APS para que ela resolva 85% dos problemas e para que ela ordene a RAS. Sem uma APS forte as RAS´s não operam. Acho que esse é o dilema que está no Brasil agora.  Há uma dificuldade muito grande de se entender isso. Há uma fixação muito grande nas políticas de média e alta complexidades. A APS que nós praticamos não dá conta da epidemia das condições crônicas.
2 – O que une e difere entre este livro que será lançado em abril e o último sobre Redes de Atenção à Saúde, disponível no Portal para Gestores?
Eugênio Vilaça – O que une um livro ao outro é o modelo de atenção à saúde. Tanto que eu trago neste livro muitas partes do livro anterior. Pode até dar impressão a quem ler de que seja o mesmo livro, mas não é. No outro livro eu discuti o modelo de atenção à saúde em função das RAS´s e neste eu discuto o mesmo modelo mas com um foco específico na APS. Faço uma análise da situação da APS desde 1920 até hoje, identifico sete ciclos durante esse período. Eu destaco de forma substantiva as evidências científicas que confirmam o sucesso do Programa Saúde da Família (PSF). Há muita produção acadêmica mostrando que o PSF é melhor que a atenção primária tradicional. Concluo que o PSF não fracassou como muita gente pensa, mostrando resultados sanitários profundos produzidos pelo PSF. Contudo, há problemas no PSF decorrentes, não do modelo em si, mas de fatores estruturais não superados, que não permitem que o discurso oficial de transformar o PSF em Estratégia Saúde da Família (ESF) deixe o nível semântico para ser uma mudança de paradigma.
3 – O senhor afirma que o PSF não fracassou, mas está esgotado. Quais são os problemas estruturais que o senhor identifica no livro?
Eugênio Vilaça – Em um capítulo específico eu identifico 14 problemas estruturais do PSF que confluem para determinar uma baixa valorização sanitária, social e política do PSF. Para cada um deles traço uma agenda para resolvê-lo, visando uma APS resolutiva e ordenadora das RAS´s. São problemas que envolvem questões ideológicas de concepção da APS; problemas de infraestrutura, porque apenas 25% das Unidades de Saúde tem infraestrutura mínima para operar; de relações de trabalho, com a maior parte dos profissionais com contratos precários; problemas da educação, tanto na graduação, que forma profissionais na perspectiva da especialização, quanto na pós-graduação, com apenas 10% dos médicos com residência em medicina da família e da comunidade; fragilidade institucional; baixa densidade tecnológica; carência de equipes multiprofissionais; ausência de prontuários familiares eletrônicos; problemas gerenciais; fragilidade do controle social no âmbito local; e problema de financiamento muito reduzido, enfim são grandes problemas que não foram solucionados e que impedem a consolidação da ESF.
4  – Quais as principais mudanças na APS para o enfrentamento das condições crônicas?
Eugênio Vilaça – Primeiro é necessário superar os problemas estruturais que descrevo no livro e ter uma atitude diferenciada. Um problema complexo não admite uma solução única, mágica, rápida. Problema complexo convoca uma solução complexa, sistêmica, demorada e não muito barata. O livro está muito focado no manejo das condições crônicas na APS. O capítulo gira em torno do modelo de atenção às condições crônicas (MACC) que eu desenvolvi no livro de RAS, que no fundo é uma composição entre três modelos: o modelo de atenção crônica do MacColl Institute, o modelo da pirâmide de riscos e o modelo da determinação social da saúde de Dahlgren e Whitehead.  O MACC aplicado à APS tem cinco níveis: da promoção da saúde, da prevenção das condições crônicas, da clínica das condições crônicas menos complexas, das condições crônicas mais complexas e das condições crônicas muito complexas. Os dois primeiros atuam antes que condições crônicas se estabeleçam; os três outros constituem intervenções clínicas sobre condições crônicas estabelecidas. Aí mostro que essa clínica da nova APS, a ESF, tem que passar por mudanças profundas. Para isto, listo alguns movimentos que precisam ser feitos para transformar essa clínica. Por exemplo, da atenção centrada na doença para a atenção centrada na pessoa; da atenção centrada no indivíduo para a atenção centrada na família; a busca de um equilíbrio entre a atenção à demanda espontânea e a atenção programada; a introdução de novas formas de atenção como atendimentos em grupos e à distância; o fortalecimento do trabalho multiprofissional da ESF com a introdução, como membros das equipes de novos profissionais como o assistente social, o farmacêutico clínico, o fisioterapeuta, o nutricionista, o psicólogo e o profissional de educação física.  O livro mostra que APS é muito complexa, mais complexa que atenção secundária e terciária. Essa complexidade exige uma nova forma de gestão, porque hoje mais de 90% das UBS não têm um gerente, um profissional de nível superior. A proposta é criar a figura do gerente da APS com dedicação integral, com curso de gerência para a APS. A outra proposta é introduzir as tecnologias de gestão da clínica, especialmente, as diretrizes clínicas baseadas em evidência, a gestão da condição de saúde e a gestão de caso. Essa é um pouco a idéia do livro.
5 – Mas qual característica essencial do modelo de manejo das condições crônicas na APS que o senhor destacaria?
Eugênio Vilaça – Destaco três características essenciais. Primeira, a questão da gestão baseada na população que vai substituir o modelo hegemônico no SUS da gestão da oferta. Segunda, a estratificação de riscos. Hoje o PSF não estratifica o risco de portadores de condições crônicas. Maneja-se um portador de hipertensão de baixo risco da mesma forma que um portador de hipertensão de alto risco. Isso é um desastre econômico, pois fecha a agenda do médico e do enfermeiro, e um desastre sanitário porque o hipertenso de baixo risco está indo a um especialista, o que, muitas vezes, gera iatrogenia. Então todo o manejo é feito a partir da estratificação de risco da condição crônica. Sabemos que 75% dos portadores de condições crônicas não necessitam de cuidados de especialistas; eles devem ser manejados na APS com uma baixa concentração de consultas médicas e de enfermagem, mas com concentração maior de ações de autocuidado apoiado prestadas por equipes multiprofissionais. Só uns 25% dos crônicos vão necessitar de maior concentração de consultas de médico e de enfermagem e só uma parte desses é que precisará ser referida aos especialistas. A terceira, que já me referi, é o autocuidado, o portador de condições crônicas deve ser apoiado pela equipe de saúde para se autocuidar.
6 – O livro tem em torno de 1.200 referências bibliográficas e trinta boxes com experiências de manejo de condições crônicas na APS e no exterior. No Brasil há avanços na implantação do modelo de atenção às condições crônicas?
Eugênio Vilaça – No Brasil há muita gente que está começando a pensar em mudar o modelo. Uma coisa importante foi o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis que o Ministério da Saúde lançou em 2011. Esse plano acolhe o modelo de atenção crônica que foi utilizado por mim no modelo que desenvolvi. Há experiências que são feitas no Brasil, algumas bem estruturadas como a que está ocorrendo em Curitiba. Também temos a experiência de Diadema, do Grupo Hospitalar Conceição em Porto Alegre, da Unicamp com alguns municípios da região e a do Qualidia, com 10 municípios envolvidos. São experiências recentes mais que apontam para uma melhor abordagem das condições crônicas na APS.
7 – O que os profissionais e gestores da saúde podem esperar do Laboratório de Inovações sobre Condições Crônicas na APS, iniciativa da Opas/Brasil com Conass e apoio do Ministério da Saúde, Conasems, SES PR e SMS Curitiba que está sob sua coordenação?
Eugênio Vilaça – Nós vamos acompanhar mais de perto algumas experiências do manejo de condições crônicas na APS. Já estamos acompanhando a de Curitiba que durante um ano discutiu a concepção do modelo de atenção às condições crônicas. Em Curitiba estão sendo validados alguns instrumentos como o atendimento compartilhado, chamado de “Cuco”; o ACIC e o PACIC, ferramentas que avaliam se as unidades da ESF são capazes de implantar o modelo de atenção às condições crônicas, nas perspectivas da equipe e dos pacientes; a introdução de novos profissionais. Agora, Curitiba entra na fase de uma pesquisa avaliativa em seis unidades básicas de saúde, comparadas com seis unidades controle, que será realizada por uma instituição acadêmica durante um ano, em termos de resultados intermediários em relação à depressão, hipertensão e diabetes. Então, o Laboratório de inovação vai acompanhar todo esse processo e divulgar os resultados, permitindo assim a produção de evidências e a reprodução do modelo por outras secretarias de saúde.
8 – Como se faz para sensibilizar o gestor para que esse tema entre na agenda política e técnica da secretaria de saúde?
Eugênio Vilaça – A gente só vai sensibilizar o gestor para essa questão se nós tivermos evidências. Por exemplo, Curitiba quer produzir evidências dizendo que nas seis unidades básica de saúde que implantaram o modelo foi possível controlar a hemoglobina glicada do diabético melhor do que nas unidades em que não foi implantado o modelo. Não será uma mera convocação ideológica, ainda que tenha elementos de mudança nesse campo, mas com evidências. O modelo de atenção crônica está muito testado nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e outros países, mas não no Brasil. E o livro, além da parte conceitual, também é bem didático. No fim do livro, por exemplo, apresento um check-list para direcionar o profissional de saúde na elaboração de um projeto de manejo de condições crônicas na APS.

O livro está disponível para download no Portal para Gestores sobre Redes e APS – www.apsredes.org

Avatar de Vanessa BorgesVanessa Borges
Agência de notícias do Portal Redes e APS

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O sábio e o sabido!



Você sabe a diferença?

Era uma vez um mendigo que aparentava não bater bem da bola. Todos os dias ele entrava em um bar, pedindo um trocado. Os frequentadores, muito sabidos, adoravam tirar brincadeira com o miserável. Colocavam a sua disposição duas moedas. Uma maior, porém com menor valor, e uma pequena, que valia mais. O mendigo, sem titubear, pegava a maior e saía feliz da vida...
Depois de um tempo, após ver tal cena todos os dias, um rapaz incomodado chamou o mendigo à boca pequena e explicou o que lhe aprontavam aqueles engraçadinhos. O rapaz de poucos dentes na boca, olhou sorrindo para aquela boa alma, e disse: Se eu pegar a grande um dia, acaba a brincadeira, e não vou mais ganhar moedinhas!

Cuidado para não ser pego de supresa pela sua própria vaidade! O sabido é presunçoso o suficiente para se deixar cair em armadilhas preparadas por ele mesmo!
O sábio tem a humiladade de reconhecer que não sabe de tudo. Muitas vezes acha até que não sabe de nada! Quando se vê diante de um novo ensinamento, agradece. Enquanto o sabido se irrita, e afirma que já sabia!
E cuidado com o sabido! Ele bajula e engana, porque no fundo acha que todos são tolos! Não seja tolo!

- O sábio escreve um livro, o sabido imprime e vende

- O sábio cria um novo remédio, o sabido põe em vidros e cobra por ele o preço de uma porção miraculosa

- O sábio esmera-se por uma boa matéria, o sabido possui o jornal

terça-feira, 3 de abril de 2012

A FARA

SINDICATO  VAGABUNDO;. NÃO CONVOCA OS DELEGADOS DE BASE PARA ASSEMBLEIAS, PARA SOBRAR VAGAS PARA PASSEAR DE AVIÃO.
ASSEMBLEIA GERAL REUNIU MAIS DE 700 FILIADOS NO ÚLTIMO SÁBADO
No último sábado, 720 pessoas compareceram ao Sindicato dos Bancários para participar de assembleia geral do SINTSEF/CE. Com mesa presidida pelo filiado João Batista, sob a relatoria do coordenador geral do SINTSEF, Luciano Filgueiras e secretariada pela coordenadora de formação Onidracir do Rosário, a assembleia votou e aprovou, com pequenas alterações, a convocatória do 10º Congresso do SINTSEF/CE, que em breve divulgaremos na integra. Também foram votados os delegados para o Congresso Estadual e Nacional da CUT. Esta votação ocorreu no regime de chapas. Duas chapas concorreram tendo praticamente empatado em número de votos, a primeira com 290 e a segunda com 286. Cada chapa terá o direito de enviar 50% do número de delegados que a entidade pode encaminhar aos Congressos. Para 0 Congresso Estadual o SINTSEF/CE enviará 18 delegados, sendo 9 indicados por uma chapa e 9 por outra. Da mesma forma serão os indicados ao Congresso Nacional da CUT, das 12 vagas, cada chapa indicará 6 nomes.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dicas para insônia

Estas orientações podem ajudar você a ter melhor qualidade do sono, independentemente do problema apresentado.

1. Procure deitar e levantar em horários regulares todas as noites.

2. Vá para a cama somente quando estiver sonolento, com sono.

3. Não use a cama para leitura, ver televisão ou alimentar-se.
Prefira a sala de estar ou outro ambiente. A cama deve estar relacionada com o ato de dormir.

4. Evite ficar na cama sem dormir. Caso seja necessário, levanta e faça uma atividade calma até ficar sonolento. Ficar na cama rolando de um lado para outro gera estresse e piora a insônia.

5. Estabeleça um ritual de relaxamento antes de se deitar como um banho quente, diminuir a luminosidade do quarto enquanto se prepara para deitar.

6. Evite o uso do álcool e de cafeína pelo menos 6 horas antes do seu horário de dormir.

7. Não se alimente próximo ao horário de dormir.

8. Evite cochilos durante o dia - eles atrapalham seu sono à noite.

9. Procure ocupar-se durante o dia, evitando o ócio.

10. Faça atividades físicas regularmente, porém evite excessos fortes no final do dia. Prefira os períodos da manhã ou almoço.No final do dia, os exercícios precisam ser mais leves como alongamento ou caminhadas pelo menos 4 horas antes de dormir.


Algumas pessoas naturalmente dormem menos que outras. Isto não significa ter insônia.


Fonte: Associação Brasileira do Sono. www.sbsono.com.br

O perigoso flerte com as drogas na adolescência


Na fase em que a curiosidade aproxima o jovem das drogas, o diálogo franco é o melhor caminho para que ele entenda por que dizer "não"

De repente, nosso grupo de amigos se junta e alguém diz -vamos beber tequila!. Aí, vai toda a galera. Cada um toma pelo menos um shot (dose). É normal, todo mundo bebe quando sai. A naturalidade com que Sophia, 15 anos, se refere ao consumo de álcool não é uma exceção entre os jovens brasileiros. Segundo um levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) com estudantes de escolas públicas com idade entre 10 e 18 anos, 65,2% dos entrevistados já experimentaram bebida alcoólica. Outros 5,9% fumaram maconha e 15,5% usaram solventes, de acetona a lança-perfume. Os números não deixam dúvida: as drogas fazem parte do universo jovem. A relação com elas é constante e, por vezes, ocorre dentro dos muros da escola. Não adianta fingir que o assunto não existe - ou, o que é comum, se livrar dele pela via da expulsão. O tema exige ação.

Mas o que fazer? Pesquisas recentes têm demonstrado que apostar na repressão pura e simples não costuma dar bons resultados. Em vez disso, é melhor compreender a relação dos jovens com as drogas. Entender por que o contato com essas substâncias se intensifica na adolescência é a primeira providência.

De início, é preciso explicar que a atração pelos entorpecentes tem um forte componente biológico. A principal razão é que o chamado sistema inibitório, a área do cérebro responsável pela ponderação das atitudes, ainda está se desenvolvendo durante a adolescência. A dificuldade de dizer "não", por sua vez, abre caminho para o estímulo do sistema dopaminérgico, relacionado à busca de recompensa. As substâncias psicotrópicas agem justamente sobre essa estrutura, influenciando a produção de hormônios responsáveis pela sensação de prazer.

A equação, entretanto, não está completa. Além dos fatores fisiológicos, o ambiente em que os jovens se situam pode aproximá-los das drogas. Mas é um erro acreditar que os de famílias pobres ou "desestruturadas" são os mais propensos ao consumo. Pesquisas apontam que os maiores índices de contato com entorpecentes se dão com adolescentes das camadas médias da população.

O certo é que características típicas da faixa etária (e que independem de classe, gênero e etnia) podem, sim, levar ao consumo. A curiosidade é uma delas. O desejo de transgredir é outra, como mostra a fala de Vicente*, 16 anos (leia o destaque acima). "A proibição é tomada pelos adolescentes como uma posição autoritária, decidida por adultos que não entendem suas condições de vida. Daí vem o embate com as regras", diz Eduardo Ely Mendes Ribeiro, antropólogo e psicanalista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre.

Também é necessário ter um olhar atento para distinguir as diferentes relações que a garotada estabelece com as drogas. Muitas vezes, pais e professores tendem a classificar toda relação com entorpecentes como um vício, o que está longe de ser um retrato fiel. Há pelo menos três comportamentos: o uso esporádico (experimentação que acontece uma ou poucas vezes), o abuso (também ocasional, mas excessivo, como a atitude de beber "até cair") e o vício (esse, sim, marcado pelo uso constante. É o menos comum entre os adolescentes).

"Como são múltiplas as razões que levam ao vício - genética, ambiente e o próprio poder da substância -, não há como saber se alguém que experimenta uma droga nunca mais o fará, se fará isso de vez em quando ou sempre", explica Fernanda Gonçalves Moreira, especialista no tema e doutora em Psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Levar os alunos a refletir sobre essa perigosa incerteza, apontando que as consequências são para o resto da vida, é uma das maneiras de incentivar escolhas mais conscientes.

A reflexão, aliás, infelizmente não tem sido a palavra de ordem quando se fala de drogas na escola. Ao investigar o assunto em sua tese de doutorado, Fernanda descobriu que as principais intervenções são campanhas baseadas apenas na criminalização, com pouca ou nenhuma abertura ao debate franco. "Sondagens realizadas em diversos países indicam que medidas como palestras realizadas por agentes de segurança, por exemplo, têm eficácia muito reduzida na inibição ao consumo", observa.



Fonte: Publicado em NOVA ESCOLA, Edição 234, Agosto 2010, com o título Flerte perigoso O perigoso flerte com as drogas na adolescência
REVISTA NOVA ESCOLA MARÇO 2011

SINDROME DE BURNOUT

A síndrome está ligada aos agentes estressores do trabalho.


A Síndrome de Burnout é uma doença psicológica caracterizada pela manifestação inconsciente do esgotamento emocional. Tal esgotamento ocorre por causa de grandes esforços realizados no trabalho que fazem com que o profissional fique mais agressivo, irritado, desinteressado, desmotivado, frustrado, depressivo, angustiado e que se avalia negativamente.

A pessoa que apresenta tal síndrome, além de manifestar as sensações acima descritas, perde consideravelmente seu nível de rendimento e de responsabilidade para com as pessoas e para com a organização que faz parte. Pode ocorrer em profissionais de diferentes áreas que possuem contato direto com pessoas. Também apresenta manifestações fisiológicas como cansaço, dores musculares, falta de apetite, insônia, frieza, dores de cabeça freqüente e dificuldades respiratórias.

Por: Gabriela Cabral - Equipe Brasil Escola

sábado, 23 de julho de 2011

REGIMENTO INTERNO DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE

1 REGIMENTO INTERNO DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE
APROVADO NA 218ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE,
REALIZADA NO DIA 17 DE FEVEREIRO DE 2011.
CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS
Art. 1º - A 14ª Conferência Nacional de Saúde, convocada pelo Decreto Presidencial, de 3 de março de 2011,
publicado no Diário Oficial da União, de 4 de março de 2011, será realizada em Brasília/DF e tem por objetivos:
I. Impulsionar, reafirmar e buscar a efetividade dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde
garantidos na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Saúde, na perspectiva do fortalecimento da Reforma Sanitária;
II. Avaliar o SUS e propor condições de acesso à saúde, ao acolhimento e à qualidade da atenção integral;
III. Definir diretrizes e prioridades para as políticas de saúde, com base nas garantias constitucionais da
Seguridade Social, no marco do conceito ampliado e associado aos Direitos Humanos.
IV. Fortalecer o Controle Social no SUS e garantir formas de participação dos diversos setores da sociedade
em todas as etapas da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
CAPÍTULO II
DA REALIZAÇÃO
Art. 2º - A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em 3 (três) Etapas – Municipal, Estadual/Distrito
Federal e Etapa Nacional – nas quais serão debatidos o tema central e o eixo, a partir do documento orientador, que
versará sobre o processo de construção de diretrizes para a saúde, como contribuição para as Conferências, sem prejuízo
de debates específicos, em função da realidade de cada Estado/Distrito Federal e município.
Art. 3º - As Etapas da 14ª Conferência Nacional de Saúde serão realizadas nos seguintes períodos:
I. Etapa Municipal – 01 de abril a 15 de julho de 2011;
II. Etapa Estadual/Distrito Federal – 16 de julho a 31 de outubro de 2011;
III. Etapa Nacional – 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011;
§ 1° A não realização das etapas previstas nos incisos I e II não constituirá impedimento à realização da Etapa
Nacional na data prevista.
§ 2º Em todas as Etapas da 14ª Conferência Nacional de Saúde, será assegurada a paridade dos delegados
representantes dos usuários em relação ao conjunto dos delegados dos demais segmentos, conforme a Resolução CNS
nº. 333/2003 e a Lei nº. 8.142/90.
§ 3º Como cumprimento da Etapa Municipal da 14ª Conferência Nacional de Saúde, será elaborado Relatório
da Etapa Municipal a ser encaminhado à Comissão Organizadora da Etapa Estadual/Distrito Federal destacando-se,
entre as diretrizes aprovadas nessa Etapa, as que subsidiarão as políticas municipais de saúde, bem como as que poderão
subsidiar a formulação de políticas estaduais e nacionais de saúde.
§ 4º Como cumprimento das Etapas Estaduais e do Distrito Federal da 14ª Conferência Nacional de Saúde, será
elaborado o Relatório da Etapa Estadual/Distrito Federal a ser encaminhado à Comissão Organizadora da Etapa
Nacional, destacando-se, entre as diretrizes aprovadas nessa etapa, as que poderão subsidiar a formulação de políticas
nacionais de saúde.
Art. 4º - A realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde será de responsabilidade das três esferas de
governo (Secretarias de Saúde) e dos respectivos Conselhos de Saúde, sendo que a Etapa Nacional será de
responsabilidade do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Saúde e será realizada em Brasília - DF.
Art. 5º - Somente as propostas e moções de âmbito nacional serão consideradas na Etapa Nacional da 14ª
Conferência Nacional de Saúde.
Art. 6º - O documento orientador das Etapas Municipais, Estaduais/Distrito Federal e Nacional da 14ª
Conferência Nacional de Saúde será elaborado pela Comissão Organizadora Nacional.
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CAPÍTULO III
DO TEMA
Art. 7º - Nos termos deste Regimento, a 14ª Conferência Nacional de Saúde terá como tema central: “TODOS
USAM O SUS! SUS NA SEGURIDADE SOCIAL, POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”,
com o seguinte eixo:
ACESSO E ACOLHIMENTO COM QUALIDADE – UM DESAFIO PARA O SUS:
- Política de saúde na seguridade social, segundo os princípios da integralidade, universalidade e equidade,
- Participação da comunidade e controle social,
- Gestão do SUS (Financiamento; Pacto pela Saúde e Relação Público x Privado; Gestão do Sistema, do
Trabalho e da Educação em Saúde).
§ 1º - O eixo será discutido em painéis centrais/mesas redondas, com coordenação, secretaria e a participação
de expositores, indicados pela Comissão Organizadora, assegurando o debate com os delegados e convidados.
§ 2º - Serão elaboradas ementas que orientarão as apresentações dos expositores nos painéis centrais.
CAPÍTULO IV
DAS INSTÂNCIAS DELIBERATIVAS
Art. 8º - Serão consideradas como instâncias deliberativas da 14ª Conferência Nacional de Saúde:
I – Plenária de Abertura;
II – Grupos de Trabalho;
III – Plenária Final.
§ 1º - A Plenária de Abertura terá como objetivo deliberar sobre o Regulamento da Etapa Nacional da 14ª
Conferência Nacional de Saúde e contará com uma mesa paritária com coordenação e secretaria, todos indicados pela
Comissão Organizadora.
§ 2º - Os grupos de trabalho, compostos paritariamente, serão realizados simultaneamente, em um número total
de 20 (vinte), deliberarão sobre o Relatório Consolidado da Etapa Estadual/Distrito Federal, disponibilizados aos
delegados da Etapa Nacional, da 14ª Conferência Nacional de Saúde da seguinte forma:
I - O Relatório Consolidado da Etapa Nacional será lido e votado;
II - As propostas constantes do Relatório Consolidado da Etapa Nacional não destacadas nos grupos de
trabalho serão consideradas aprovadas e farão parte do Relatório Final da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
III - As propostas que obtiverem 70% (setenta por cento) ou mais dos votos, em cada grupo de trabalho, e
forem aprovadas por 11 (onze) grupos de trabalho, farão parte do Relatório Final da 14ª Conferência Nacional de
Saúde;
IV – Para apreciação na Plenária Final, as propostas constantes do Relatório Consolidado da Etapa Nacional,
destacadas nos grupos de trabalho, deverão ter a aprovação de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) dos votos mais
um dos 11 (onze) grupos de trabalho para compor o Relatório Final;
V – Na Etapa Nacional, não serão acatadas propostas novas;
VI - Os grupos de trabalho terão mesas paritárias, com coordenação e secretaria, todos indicados pela
Comissão Organizadora.
§ 3º - A Plenária Final terá como objetivo aprovar o Relatório Consolidado dos grupos de trabalho, que
constituirá o Relatório Final da Conferência, devendo expressar o resultado dos debates nas três Etapas bem como
conter diretrizes nacionais para formulação de políticas para o SUS e aprovar as moções de âmbito nacional;
§ 4º - O Relatório, aprovado na Plenária Final da 14ª Conferência Nacional de Saúde, será encaminhado ao
Conselho Nacional de Saúde e ao Ministério da Saúde.
CAPÍTULO V
DA ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO ORGANIZADORA
Art. 9º - A Comissão Organizadora da 14ª Conferência Nacional de Saúde é composta de 24 (vinte e quatro)
conselheiros nacionais de saúde, assim distribuídos:
§ 1º - 12 (doze) conselheiros indicados pelos usuários, 06 (seis) conselheiros indicados pelos profissionais de
saúde e 06 (seis) conselheiros indicados pelos gestores e prestadores de serviços de saúde;
§ 2º - A Comissão Organizadora terá convidados do Conselho Nacional de Assistência Social, do Ministério da
Previdência Social, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, da Coordenação da Plenária Nacional dos Conselhos de
Saúde, da Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde e do Comitê do Fórum Social Mundial de
Saúde.
Art. 10 - A Comissão Organizadora definirá para o desenvolvimento de suas ações a seguinte estrutura:
I. Coordenador Geral;
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II. Secretário Geral;
III. Relator Geral e Relator Adjunto;
IV. Coordenador de Comunicação e Informação;
V. Coordenador de Articulação e Mobilização;
VI. Coordenador de Infraestrutura.
§ 1º - O Coordenador Geral será um Conselheiro Nacional, indicado pelo Conselho Nacional de Saúde;
§ 2º - O Relator Geral e o Relator Adjunto serão indicados pelo CNS sendo um deles, necessariamente,
Conselheiro Nacional de Saúde;
§ 3º - O Secretário Geral, o Coordenador de Comunicação e Informação, o Coordenador de Articulação e
Mobilização e o Coordenador de Infraestrutura serão indicados entre os integrantes da Comissão Organizadora
Nacional da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
§ 4º - A Comissão Organizadora poderá indicar pessoas e representantes de entidades com contribuição
significativa na área, para integrarem às Comissões como apoiadores.
Art. 11 - A Comissão Organizadora contará com Comitê Executivo, designado pelo Ministério da Saúde e
composto por representantes dos seus órgãos, para dar apoio administrativo, financeiro, técnico e de infraestrutura para
execução das suas atividades e das deliberações do Pleno do Conselho Nacional de Saúde à realização da 14ª
Conferência Nacional de Saúde.
Parágrafo único – O Comitê Executivo contará com a participação de dois membros da Comissão
Organizadora.
CAPÍTULO VI
DA METODOLOGIA
Art. 12 - Os relatórios das Conferências Estaduais de Saúde, apresentados em versão resumida de, no máximo
20 (vinte) laudas, em espaço dois, deverão ser encaminhados para a Relatoria Geral da Conferência Nacional até 08 de
novembro 2011, para serem consolidados e subsidiarem as discussões da Etapa Nacional.
§ 1º - O Relatório das Etapas Municipais poderá conter até 7 (sete) diretrizes nacionais relacionadas com o eixo
da Conferência, podendo cada diretriz conter 10 (dez) propostas a serem encaminhadas à Etapa Estadual/Distrito
Federal.
§ 2º - O Relatório das Etapas Estaduais e do Distrito Federal poderá conter até 7 (sete) diretrizes nacionais
relacionadas com o eixo da Conferência, podendo cada diretriz conter 5 (cinco) propostas a serem encaminhadas à
Etapa Nacional da Conferência;
§ 3º - O número de propostas de âmbito Municipal, Estadual/Distrito Federal será definido pela Comissão
Organizadora da respectiva Etapa e não comporá o consolidado do relatório a ser enviado à Etapa Nacional da
Conferência;
§ 4º - Os Relatórios aprovados nas Etapas Estaduais e do Distrito Federal da 14ª Conferência Nacional de
Saúde serão encaminhados à Coordenação de Relatoria em formato eletrônico, com sistema de senha, por meio da
página eletrônica do Conselho Nacional de Saúde.
Art. 13 - A Comissão Organizadora da 14ª Conferência Nacional de Saúde receberá os Relatórios aprovados na
Etapa Estadual/Distrito Federal e elaborará Relatório Consolidado da Etapa Nacional de acordo com o tema e o eixo da
Conferência.
Art. 14 - As discussões, na Etapa Nacional da 14ª Conferência Nacional de Saúde terão como base o Relatório
Consolidado da Etapa Estadual/Distrito Federal e os debates ocorridos nos grupos de trabalho.
§ 1º Será constituída uma equipe de relatores proposta pela Comissão Organizadora da 14ª Conferência
Nacional de Saúde.
CAPITULO VII
DAS ATRIBUIÇÕES
Art. 15 - A Comissão Organizadora da 14ª Conferência Nacional de Saúde tem as seguintes atribuições:
I. Encaminhar a realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde, atendendo às deliberações do Conselho
Nacional de Saúde e do Ministério da Saúde;
II. Propor ao Pleno do Conselho Nacional de Saúde e ao Ministério da Saúde:
O temário e o eixo da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
A metodologia de realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde e da consolidação do relatório das três
Etapas;
Os nomes dos expositores das mesas redondas;
Os critérios para participação e a definição dos convidados nacionais e internacionais;
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A elaboração do roteiro de orientação para os expositores das mesas redondas;
O número de delegados da Etapa Nacional e sua distribuição por Unidade Federada, bem como o percentual de
delegados eleitos de entidades nacionais;
III. Acompanhar a disponibilidade e organização da infraestrutura, inclusive, do orçamento para a Etapa
Nacional;
IV. Apresentar ao Pleno do Conselho Nacional de Saúde e ao Ministério da Saúde a prestação de contas da 14ª
Conferência Nacional de Saúde;
V. Encaminhar o Relatório Final da 14ª Conferência Nacional de Saúde ao Conselho Nacional Saúde e ao
Ministério da Saúde;
VI. Realizar o julgamento dos recursos relativos aos credenciamentos de delegados;
VII. Discutir e deliberar sobre todas as questões julgadas pertinentes acerca da 14ª Conferência Nacional de
Saúde e não previstas nos itens anteriores, submetendo-as ao Pleno do Conselho Nacional de Saúde.
Art. 16 - Ao Coordenador Geral cabe:
I. Convocar as reuniões da Comissão Organizadora;
II. Coordenar as reuniões e as atividades da Comissão Organizadora;
III. Submeter à aprovação do Conselho Nacional de Saúde as propostas e os encaminhamentos da Comissão
Organizadora;
IV. Supervisionar todo o processo de organização da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
Art. 17 - Ao Secretário Geral cabe:
I. Organizar a pauta das reuniões da Comissão Organizadora;
II. Participar das reuniões do Comitê Executivo;
III. Organizar e manter arquivo dos documentos recebidos e cópias dos documentos encaminhados em função
da realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
IV. Encaminhar os documentos produzidos pela Comissão Organizadora da 14ª Conferência Nacional de
Saúde para providências.
Art. 18 – Ao Relator Geral cabe:
I. Coordenar a Comissão Relatora da Etapa Nacional;
II. Estimular o encaminhamento, em tempo hábil, dos relatórios das Conferências Estaduais e do Distrito
Federal de Saúde à Comissão Organizadora da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
III. Coordenar o processo de trabalho dos relatores das Plenárias;
IV. Consolidar os Relatórios da Etapa Estadual/Distrito Federal e prepará-los para distribuição aos delegados
da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
V. Coordenar a elaboração dos consolidados dos grupos de trabalho;
VI. Coordenar a elaboração e a organização das moções, aprovadas na Plenária Final, no Relatório Final da 14ª
Conferência Nacional de Saúde;
VII. Coordenar a elaboração do Relatório Final da 14ª Conferência Nacional de Saúde a ser apresentado ao
Conselho Nacional de Saúde e ao Ministério da Saúde.
Parágrafo Único. O Relator Geral será substituído, em seus impedimentos eventuais, pelo Relator Adjunto.
Art. 19 – Ao Coordenador de Comunicação e Informação cabe:
I. Definir instrumentos e mecanismos de divulgação da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
II. Promover a divulgação do Regimento Interno da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
III. Orientar as atividades de Comunicação Social da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
IV. Promover a divulgação adequada da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
V. Articular, especialmente, com a Assessoria de Comunicação do Gabinete do Ministro da Saúde, a
elaboração de um plano geral de Comunicação Social da Conferência;
Art. 20 – Ao Coordenador de Infraestrutura cabe:
I. Propor condições de infraestrutura necessárias à realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde, referentes
ao local, equipamentos e instalações, audiovisuais, reprografia, comunicações, hospedagem, transporte, alimentação e
outras;
II. Avaliar, juntamente com a Comissão Organizadora, a prestação de contas de todos os recursos destinados à
realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
Art. 21 – Ao Coordenador de Mobilização e Articulação cabe:
I. Estimular a organização e a realização de Conferências de Saúde em todos os Municípios, Estados e no
Distrito Federal, Etapas importantes da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
II. Mobilizar e estimular a participação paritária dos usuários em relação ao conjunto dos delegados de todas as
Etapas da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
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III. Mobilizar e estimular a participação paritária dos trabalhadores de saúde em relação à soma dos delegados
gestores e prestadores de serviços de saúde;
IV. Fortalecer e facilitar o intercâmbio Estado-Estado, e assim incentivar a troca de experiências positivas
sobre o alcance do tema das Conferências Estaduais e da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
Art. 22 - Ao Comitê Executivo da 14ª Conferência Nacional de Saúde cabe:
I. Implementar as deliberações da Comissão Organizadora;
II. Articular a dinâmica de trabalho entre a Comissão Organizadora e o Ministério da Saúde;
III. Enviar orientações aos Conselhos de Saúde e às entidades nacionais da sociedade, relacionadas às matérias
aprovadas pela Comissão Organizadora;
IV. Estimular e apoiar as Etapas Municipais e Estaduais/Distrito Federal da 14ª Conferência Nacional de Saúde
nos seus aspectos preparatórios;
V. Encaminhar processos administrativos com prestação de contas à Comissão Organizadora da 14ª
Conferência Nacional de Saúde;
VI. Obter dos expositores os textos de suas apresentações para fins de arquivo e divulgação;
VII. Elaborar o orçamento e providenciar as suplementações necessárias, assim como propor a infraestrutura da
14ª Conferência Nacional de Saúde;
VIII. Convocar técnicos dos órgãos do Ministério da Saúde para auxiliá-lo, em caráter temporário ou
permanente, no exercício das suas atribuições;
IX. Providenciar a divulgação do Regimento e Regulamento da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
X. Propor a celebração de contratos e convênios necessários à realização da 14ª Conferência Nacional de
Saúde;
XI. Propor, elaborar e realizar métodos de credenciamento dos delegados da Etapa Nacional e os controles
necessários;
XII. Propor e organizar o apoio da Secretaria da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
XIII. Promover a divulgação adequada da 14ª Conferência Nacional de Saúde;
XIV. Articular, especialmente, com a Assessoria de Comunicação do Gabinete do Ministro da Saúde, a
elaboração de um plano geral de Comunicação Social da Conferência;
XV. Monitorar o andamento das Etapas Municipais e Estaduais da 14ª Conferência Nacional de Saúde, por
meio das suas coordenações, especialmente, no recebimento de seus relatórios finais;
X. Providenciar os atos e encaminhamentos pertinentes ao fluxo dos gastos com as devidas previsões,
cronogramas e planos de aplicação.
Parágrafo Único. O Comitê Executivo da 14ª Conferência Nacional de Saúde contará com suporte técnico e
administrativo do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, para a realização
das atividades necessárias ao desempenho de suas atribuições.
CAPÍTULO VIII
DOS PARTICIPANTES
Art. 23 - A 14ª Conferência Nacional de Saúde contará com 3.694 (três mil seiscentos e noventa e quatro)
participantes, dentre os quais 3.212 (três mil duzentos e doze) serão delegados.
Parágrafo Único - Nos termos do § 4°, do art. 1°, da Lei n° 8.142, de 28 de dezembro de 1990, e nos termos da
Resolução n° 333/2003, do Conselho Nacional de Saúde, a representação dos usuários em todas as Etapas da 14ª
Conferência Nacional de Saúde será paritária em relação ao conjunto dos representantes do governo, prestadores de
serviços e profissionais de saúde, sendo assim configurada a participação:
I. 50% dos participantes serão representantes dos usuários;
II.. 25% dos participantes serão representantes dos profissionais de saúde; e
III. 25% serão representantes de gestores e prestadores de serviços de saúde.
Art. 24 - Os participantes da Etapa Nacional da 14ª Conferência Nacional de Saúde distribuir-se-ão em duas
categorias:
I. Delegados com direito à voz e voto;
II. Convidados com direito à voz;
Art. 25 - Serão delegados na 14ª Conferência Nacional de Saúde:
I. Delegados eleitos nas Etapas Estaduais e no Distrito Federal, de acordo com os seguintes critérios: (Anexo I)
a. Divisão equitativa de 30% do total de delegados entre os 27 estados e o Distrito Federal;
b. Distribuição de 70% do total de delegados a partir da divisão proporcional do índice de representação de
cada delegado, resultado da divisão da população do país por 70% de delegados previstos para serem eleitos.
c. O número final de delegados por UF deverá ser múltiplo de 4 (quatro), para dar cumprimento ao previsto no
art. 23 deste Regimento.
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II. Delegados eleitos por órgãos de governo e entidades de abrangência e representação nacionais no total de
10% (dez por cento) dos participantes da 14ª Conferência Nacional de Saúde, assim distribuídos: (Anexo II)
a. Delegados eleitos pelos gestores municipais (CONASEMS), estaduais (CONASS) e federal (Ministério da
Saúde);
b. Delegados eleitos por entidades nacionais de prestadores de serviços de saúde;
c. Delegados eleitos por entidades nacionais de trabalhadores de saúde;
d. Delegados eleitos por entidades e movimentos de usuários.
III. Delegados natos do Conselho Nacional de Saúde - conselheiros nacionais titulares, 1ª e 2ª suplência.
(Anexo II)
Parágrafo único - Com o propósito de promover ampla participação dos usuários, trabalhadores da saúde,
gestores e prestadores, a Comissão Organizadora Nacional recomenda que a eleição de delegados estaduais considere os
critérios demográficos, de equidade e a legitimidade das entidades e movimentos sociais.
Art. 26 - Serão eleitos, nas Etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal, 30% (trinta por cento) de delegados
suplentes do total de cada segmento, para a substituição, se necessário, de titulares na 14ª Conferência Nacional de
Saúde.
Parágrafo Único - As Comissões Organizadoras das Conferências Estaduais deverão comunicar, até dia 14 de
novembro de 2011, os suplentes que serão credenciados no inicio da 14ª Conferência Nacional de Saúde. Os demais que
vierem a preencher vagas de titulares entre os dias 18 a 30 de novembro de 2011 serão credenciados excepcionalmente
no dia 01 de dezembro de 2011.
Art. 27 - A inscrição de delegados para 14ª Conferência Nacional de Saúde deverá ser feita nos Estados, pelas
Comissões Organizadoras da Etapa Estadual/Distrito Federal da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
I. As inscrições dos delegados eleitos nos Estados devem ser enviadas ao Comitê Executivo até 08 de
novembro de 2011.
II. As inscrições dos delegados eleitos por órgãos de governo e entidades de abrangência e representação
nacionais devem ser enviadas ao Comitê Executivo até 08 de novembro de 2011.
Art. 28 - Os delegados que participarão da Etapa Estadual/Distrito Federal da 14ª Conferência Nacional de
Saúde serão eleitos dentre os participantes das Etapas Municipais e os que participarão da Etapa Nacional serão eleitos
dentre os participantes das Etapas Estaduais e do Distrito Federal.
Parágrafo Único - A Comissão Organizadora da 14ª Conferência Nacional de Saúde recomenda aos Municípios
e Estados/Distrito Federal que as delegações garantam a diversidade de sujeitos, comunidade cientifica e prestadores de
serviços de saúde, no mínimo em acordo com a Resolução CNS nº. 333/2003, do Conselho Nacional de Saúde.
Art. 29 - Os Conselheiros de Saúde, titulares e suplentes, são delegados natos para participarem das etapas da
14ª Conferência Nacional de Saúde na seguinte ordem:
I. Etapa Municipal: Conselheiros Municipais de Saúde;
II. Etapa Estadual/Distrito Federal: Conselheiros Estaduais e do Distrito Federal de Saúde;
III. Etapa Nacional: Conselheiros Nacionais de Saúde.
Art. 30 - Serão convidados para a 14ª Conferência Nacional de Saúde:
I. Representantes de órgãos, entidades, instituições nacionais e internacionais;
II. Personalidades nacionais e internacionais, com atuação de relevância na área de saúde e setores afins;
III Movimentos Sociais.
§ 1º - Os convidados para a Conferência Nacional terão percentual de até 15% (quinze por cento) do total de
delegados da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
§ 2º - O Conselho Nacional de Saúde definirá os convidados da 14ª Conferência Nacional de Saúde.
§ 3º - As inscrições dos convidados deverão ser enviadas ao Comitê Executivo até 08 de novembro de 2011.
Art. 31 - Os participantes com deficiências e/ou patologias deverão fazer o registro na ficha de inscrição da 14ª.
Conferência Nacional de Saúde, para que sejam providenciadas as condições necessárias à sua participação.
CAPÍTULO IX
DOS RECURSOS FINANCEIROS
Art. 32 - As despesas com a organização geral para a realização da Etapa Nacional da 14ª Conferência
Nacional de Saúde correrão à conta da dotação orçamentária consignada pelo Ministério da Saúde.
§ 1° O Ministério da Saúde arcará com as despesas de hospedagem dos usuários e trabalhadores da saúde, e
com as despesas de alimentação de todos os participantes da Conferência.
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§ 2° As despesas com o deslocamento dos delegados, dos seus Estados de origem a Brasília, serão de
responsabilidade dos Estados.
CAPÍTULO X
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 33 - Os casos omissos neste Regimento serão resolvidos pela Comissão Organizadora da 14ª Conferência
Nacional de Saúde.
8
ANEXO I
Distribuição de Delegados Eleitos nos Estados para 14ª Conferência Nacional de Saúde
Distribuição Paritária
Região/UF População
IBGE 2010 % 30% do total*
Indice** Total Ajuste*** Total Usuarios
(50%)
Trabalhadores
(25%)
Governo e
Prestadores
(25%)
Região Norte 15.865.678 8,32 217 164 381 11 392 196 98 98
Rondônia 1.560.501 0,82 31 16 47 1 48 24 12 12
Acre 732.793 0,38 31 8 39 1 40 20 10 10
Amazonas 3.480.937 1,83 31 36 67 1 68 34 17 17
Roraima 451.227 0,24 31 5 36 0 36 18 9 9
Pará 7.588.078 3,98 31 78 109 3 112 56 28 28
Amapá 668.689 0,35 31 7 38 2 40 20 10 10
Tocantins 1.383.453 0,73 31 14 45 3 48 24 12 12
Região Nordeste 53.078.137 27,83 279 547 826 10 836 418 209 209
Maranhão 6.569.683 3,44 31 68 99 1 100 50 25 25
Piauí 3.119.015 1,64 31 32 63 1 64 32 16 16
Ceará 8.448.055 4,43 31 87 118 2 120 60 30 30
Rio Grande do Norte 3.168.133 1,66 31 33 64 0 64 32 16 16
Paraíba 3.766.834 1,97 31 39 70 2 72 36 18 18
Pernambuco 8.796.032 4,61 31 91 122 2 124 62 31 31
Alagoas 3.120.922 1,64 31 32 63 1 64 32 16 16
Sergipe 2.068.031 1,08 31 21 52 0 52 26 13 13
Bahia 14.021.432 7,35 31 144 175 1 176 88 44 44
Região Sudeste 80.353.724 42,13 124 828 952 4 956 478 239 239
Minas Gerais 19.595.309 10,27 31 202 233 3 236 118 59 59
Espírito Santo 3.512.672 1,84 31 36 67 1 68 34 17 17
Rio de Janeiro 15.993.583 8,39 31 165 196 0 196 98 49 49
São Paulo 41.252.160 21,63 31 425 456 0 456 228 114 114
Região Sul 27.384.815 14,36 93 281 374 6 380 190 95 95
Paraná 10.439.601 5,47 31 107 138 2 140 70 35 35
Santa Catarina 6.249.682 3,28 31 64 95 1 96 48 24 24
Rio Grande do Sul 10.695.532 5,61 31 110 141 3 144 72 36 36
Região Centro-Oeste 14.050.340 7,37 124 145 268 8 276 138 69 69
Mato Grosso do Sul 2.449.341 1,28 31 25 56 0 56 28 14 14
Mato Grosso 3.033.991 1,59 31 31 62 2 64 32 16 16
Goiás 6.004.045 3,15 31 62 93 3 96 48 24 24
Distrito Federal 2.562.963 1,34 31 26 57 3 60 30 15 15
Total 190.732.694 100,00 837 1965 2801 39 2840 1420 710 710
Nota* Divisão equitativa de 30% do total de delegados entre os 27 estados e o Distrito Federal - 837 delegados
Nota ** O indice de 97.164 na proporção populacional para cada delegado é o resultado da divisão da população do país 190.732.694
por 70% de delegados previstos para serem eleitos nos estados - 1.965 delegados (70% de um teto de 2800), segundo o regimento.
Nota *** O ajuste considera definição de multiplo de quatro para os estados.
O critério de ajuste é aumentar sempre para mais o número do estado, a partir do índice, para se chegar ao multiplo de quatro.
Fonte da População: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, censo 2010.
9
ANEXO II
Total de Delegados para 14ª Conferência Nacional de Saúde
SEGMENTOS ELEITOS - ESTADOS ELEITOS - ENTIDADES E
INSTITUIÇÕES NACIONAIS
TOTAL
Gestores e Prestadores (25%) 710 93 803
Trabalhadores da Saúde (25%) 710 93 803
Usuários (50%) 1420 186 1.606
TOTAL DE DELEGADOS 2840 372 3.212
*. Estão incluídos, no total de delegados eleitos por órgãos de governo e entidades de abrangência e representação nacionais nos
respectivos segmentos (usuários, trabalhadores e comunidade científica, gestores e prestadores de serviços de saúde), os 144 conselheiros nacionais e
seus suplentes, 27 coordenadores de Plenária, e no segmento de usuários estão incluídos os 68 representantes indígenas dos 34 Distritos Sanitários
Especiais Indígenas que integram o Subsistema de Saúde Indígena do SUS.

terça-feira, 31 de maio de 2011

SUS QUE MEREÇEMOS

Princípios organizativos e instâncias de gestão do SUS
A Constituição Federal (C.F.) garante à concretização da saúde como direito de cidadania, mais para isso é necessário ter definições claras das responsabilidades, O gestor do SUS é a ”autoridade sanitário” em cada esfera, pautado nos pricipios do SUS. Os objetivos da área da saúde exigem interação do gestor com os demais órgãos governamentais e com a sociedade civil organizada fortalecendo o controle social  na área da saúde e sobre as políticas nas três esferas de governo, de forma coerente com os princípios e diretrizes do sistema.” 
por"almadaerasmo"